Poema terno

Poesia sobre o tempo

O mundo gira

A cada dia

Mais rápido

 

Eu

contramão

Giro a cada dia

Mais lento

 

Hoje ganhei um tempão

Apreciando um beija-flor

Beijando delicadamente

Uma linda flor

 

Ao fundo

Fazendo a trilha sonora

De tão delicado amor

A sabiá emitia

Seu belo e suave canto

Que encanto!

Foda-se!

Foda-se o mundo e todo mundo

O Brasil tá na merda?!

Tá!

Foda-se!

Não quero consertar o Brasil, e muito menos o mundo. Nem a mim consigo…

Então, sacumé: Foda-se! O Brasil, o mundo e todo mundo!

Foda-se! Foda-se! Foda-se! Foda-se!…

E se não gostou… Foda-se!

Voltamos à barbárie

O mundo está louco, o mundo e todo mundo.
Voltamos à barbárie…
À violência estúpida da desesperança.
Dos néscios fanáticos que fazem do fanatismo religioso e ideológico, refúgios de sua obtusidade mental.
E estamos mais próximos que nunca em nossa desunião. A internet aproxima a barbárie e a inocula como vírus letal em mentes dementes, que querem certezas para viver. E as encontram na mentira do fanatismo, do ódio ao diferente, mormente se este for mais inteligente.

A “igualdade” da estupidez, da ignorância, da burrice, grassa por toda parte.
Onde estão os “iluministas”? Onde estás Denis Diderot? Por onde andas d’Alembert? E tu, Rousseau? Voltaire, precisamos de ti mais que nunca… volta!
A razão… A razão perdeu a razão. Foi violentada pela estupidez.