Sou tão Botafogo que em jogo de futebol americano torço para os árbitros

Sou tão Botafogo que em jogo de futebol americano torço para os árbitros

 

 

Este lindo, gostoso, genial e humildoso Barão de General Severiano é tão Botafogo que não pode ver jogo de futebol americano.

Até gosto do esporte, mas como os árbitros das partidas usam camisas idênticas às do Glorioso (como podem ver na foto), acabo torcendo desesperadamente por eles!

O Botafogo não é para os óbvios, para os que seguem manadas.

E maluco é sua vó!

Para não naufragar em 2016 Botafogo quer contratar Barcos

Uma ironia com a tentativa do Botafogo de contratar Hernán Barcos

Saiu a notícia que o Botafogo anda sondando o argentino Hernán Bracos, atacante argentino que jogou por Palmeiras e Grêmio. O apelido do Barcos é Pirata.

Aos fatos: na penúria que o Botafogo anda, o único Barcos que podemos contratar atualmente são os da foto que ilustra este post.

De resto, pirata lembra perna de pau. Coisa que não falta lá pelas sofridas bandas de General Severiano- antigamente um celeiro de craques, hoje um depósito de cabeças de bagre. Tá, salva-se o Jefferson, para não dizerem que sou rabugento.

Com o Botafogo sou rabugento mesmo, pois sigo ao pé da letra o verso de nosso hino que diz “tu és o Glorioso/ Não podes perder/ Perder pra ninguém”.

Barcos… Hunf!

 

A notícia está no Globo Esporte- Pirata alvinegro: Botafogo faz consulta e estuda proposta por Hernán Barcos

 

O palestino que era louco pelo Botafogo mas não podia usar a camisa do clube

Coisas que só acontecem ao Botafogo

Eh amigo, meu pai era palestino, odiava estrela e foi doente pelo Botafogo, engraçado q ele era doente mais não podia vestir a camisa por causa da estrela. ( Emílio Chaffar Hammury)

O pai do Emílio chegou ao Brasil no início da década de sessenta do século passado e apaixonou-se pelo Glorioso, mas não vestia a camisa alvinegra por conta de nossa belíssima estrela solitária. Motivo: a estrela de Davi inserida na bandeira de Israel, o grande inimigo dos palestinos.

Mas a paixão pelo Botafogo, apesar da estrela, seguiu incólume no coração do palestino alvinegro e foi transmitida ao filho, o Emílio, que foi quem me contou a saga de seu pai. A aparentemente insanável contradição só vem corroborar o dito popular que afirma que certas coisas  só acontecem ao Botafogo.

Ter um ditado só seu na boca do povo, também demonstra que existem coisas que só acontecem ao Glorioso, que não é acessível aos óbvios, aos que seguem bandos ou manadas.

O dia em que o “Otaogo” fez o Ferrugem chorar lágrimas amarelas e espumantes

 

Em 1989 vieram de São José do Calçado ( ES ), minha terra natal, cerca de dez amigos botafoguenses para assistir à final do Campeonato Carioca em que vencemos o Flamengo e interrompemos o jejum de infinitos 21 anos de sofrimento, período em que ficamos sem ganhar um mísero título. À época eu morava em Niterói, meus pais eram vivos, e a horda de pinguços ficou  hospedada lá em casa.
Dentre estes amigos veio o Ferrugem, o mais velho da tropa e chefe da torcida organizada (?) do Glorioso lá em Calçado- a  Fogo de Fogo. Ferrugem, naquele tempo, cultivava com carinho e denodo, uma barriga com o diâmetro exato de um barril de chope ( daqueles de 60 litros ). Detalhe: nosso herói  tem a língua “plesa” e não pronuncia as letras B e F. Bêbado então…
Quando termina a partida, todos comemorando a conquista do sonhado título, a torcida alvinegra começa a cantar o hino do clube. Ao meu lado o emocionado Ferrugem, ajoelhado e com sua virtuosa pança tocando o cimento da arquibancada, chorava copiosamente- lágrimas amarelas e espumantes, creio que provocadas pelo excesso de cerveja-, e cantava a plenos pulmões: Otaogo/ Otaogo/ Campeão desde 1907/ Foste herói em cada jogo/ Otaogo…
Olhei a hilária cena e abracei meu amigo que, muito feliz, passou a entoar o canto de guerra da torcida botafoguense: Ogooooooooooooooo! Ogooooooooooooooooooooooooooooo!
Foi uma longa e feliz noite. Acho que a mais feliz de nossa vidas.

Jogadores do Flamengo fazem exames em cadeiras de boteco, mas Flapress só fala mal do Botafogo

Jogadores do Flamengo fazem exames médicos sentados em cadeiras de botequim

Quando da reapresentação do Botafogo, a turma da Flapress, comandada pela Rede Globo, criou o maior tumulto afirmando que os exames odontológicos dos jogadores alvinegros estavam sendo realizados em cadeiras de praia. Mas eram cadeiras confortáveis e modernas, só usadas em balneários famosos como os  da Riviera Francesa, por exemplo. Pura inveja da Flapress!

Nossa vingança, no entanto, não tardou, veio e  rápido! Na foto deste post, divulgada pelo blogueiro alvinegro Zé Fogareiro, os jogadores da “NaSSão”, ao que parece estão fazendo exames médicos em um botequim, daqueles bem pés sujos ou cospe grosso, como diz a linguagem popular. Reparem na mesa e nas cadeiras da foto. Bem a cara deles!

Aliás, até o “dotô” tem cara de pinguço!

Sobre o boteco de quinta da Gávea a Flapress e a Globo não dizem rigorosamente nada. Nem uma linha foi escrita ou alguma foto publicada.

Mas eu sei o motivo da perseguição da Rede Globo ao Botafogo: Roberto Marinho, o criador da Rede Globo, com o beneplácito da ditadura militar, a qual ele apoiava incondicionalmente, diga-se de passagem, era fervoroso torcedor do Invencível Mengão e passou esse seu “defeito genético” para seus três filhos.

Ora, os três herdeiros (Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho), que atualmente comandam a Globo, passaram suas infâncias vendo seu simpático e ordeiro clube sendo humilhado e levando surras homéricas do Glorioso. Numa delas, inclusive, na decisão da Taça Guanabara de 1968, após levaram um humilhante 4 a 1 no meio dos bicos, a urubuzada teve de devolver a volta olímpica antecipada que haviam dado no jogo anterior ( O dia em que o Botafogo fez o Flamengo dar volta olímpica de marcha à ré).

Eis, pois, o principal motivo do ódio da Rede Globo ao Botafogo: trauma de infância!

Ah, os urubus ladram, mas o Glorioso passa…

Música de Beethoven vira ode ao Botafogo

 

 

É por coisas assim que digo que o Botafogo não é para os óbvios, para os que seguem manadas ou bandos, cuja criatividade  musical vai somente até a rima de ão com ão.

Quem, pergunto-vos, ousaria usar o gênio de Beethoven para fazer uma música em louvor ao seu clube? Só o glorioso Botafogo e seus torcedores geniais.

Os óbvios ignaros, por obtusamente óbvios, jamais entenderão o Botafogo.

O que podemos esperar do Botafogo em 2016

O Botafogo e suas loucuras

Um amigo de sofrimento alvinegro me indagou o que poderíamos esperar do Botafogo em 2016.

Disse-lhe que não faço a mínima ideia, pois se existe algo quase (igual ou mais é impossível) tão complicado e insondável quanto o cérebro feminino este algo é o glorioso Botafogo de Futebol e Regatas.

O Botafogo é assim: quanto achamos que estamos no paraíso, ele nos leva às profundezas do inferno num átimo de segundo; e vice e versa e versa em vice.

Por isso o Botafogo, como as mulheres, é apaixonante!

De resto, o jeito é aguardar e orar…

Botafogo terá dupla de ataque chinesa em 2016

 

 

Notícias do Botafogo

Botafogo surpreende e contrata 2 chineses: Nim e Guem.

Espero que a diretoria do Glorioso cumpra o que vem prometendo e monte um time já não digo nem bom, mas que seja, ao menos, digno das tradições do clube.

Até agora…

Estamos aguardando ansiosamente os reforços prometidos, porque com o Nim e o Guem ninguém vai suportar o sofrimento que vai ser o 2016 do Alvinegro.

 

Botafogo: tragédia e glória

Botafogo paixão

 

“O Botafogo é o clube mais calabrês, mais siciliano do futebol brasileiro”( Nélson Rodrigues).
E por que somos assim, me pergunto? Nascemos, o Botafogo Futebol Clube, para nos contrapor ao poderoso Fluminense, que dominava, sem rivais à altura, o futebol carioca no início do século passado. E fomos, logo de cara, perseguidos pelos tricolores que tentaram nos roubar, e em parte conseguiram, já que o título é dividido, o Campeonato Carioca de 1907.
No Campeonato de 1910, outra tragédia Alvinegra: Dinorah, um de nossos jogadores, era irmão de Dilermando de Assis, amante da mulher do grande Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, uma das obras seminais da literatura brasileira. Euclides resolveu matar Dilermando. No embate Dinorah acabou ferido gravemente. O escritor acabou sendo morto pelo amante da esposa.
Dinorah recuperou-se, voltou à equipe e fomos campeões. Mas, após o ocorrido, nunca mais foi o mesmo e poucos anos da  depois da tragédia acabou se suicidando.
Em 1911, em mais uma manobra do Fluminense, um atleta Alvinegro foi injustamente punido pela Federação. Altivos e insubmissos, que somos, abandonamos a entidade e fomos disputar um campeonato por outra liga. E pagamos caro pelo gesto de grandeza. Só voltamos a conquistar outro campeonato em 1930. Mas honra não se compra. Se conquista.
E só outra tragédia fez a união dos dois Botafogo: a morte de Armando Albano, jogador de basquete do Botafogo de Futebol, que morreu quando era disputada uma partida contra  Botafogo de Regatas. Da desgraça, da dor, das lágrimas…nasceu o Botafogo de Futebol e Regatas. 
E Heleno? O mais altivo, elegante e belo jogador de Botafogo ( ele dizia que não era jogador de futebol, mas jogador do Botafogo, por isso “de Botafogo”) a desfilar sua arte pelos gramados do Brasil…Morreu louco, em um hospício de Barbacena. Sonhando, em sua loucura, a voltar a jogar pelo seu amado Glorioso. O Botafogo é atávico, senhores.
E Mané Garrincha? O mais amado jogador na memória afetiva de nosso povo. A Alegria do Povo! O  que pode conquistar de mais belo um homem que ser chamado da alegria de seu povo? Em minha opinião: nada! E o grandíssimo Mané morreu bêbado, caído em um subúrbio qualquer do Rio de Janeiro. Bem no meio do seu povo. Que tanto o amou. Triste, o destino. O Botafogo.
E a venda de nosso sagrado solo de General Severiano? Eu era jovem… E vaguei, como outros milhares de jovens, atrás de uma camisa listrada de preto e banco, com uma bela estrela por cima do coração, acompanhando um clube que não tinha sede, estádio e time… Havia nos restado uma História, uma camisa, uma estrela…E a fé, dos loucos! O Botafogo é desvairadamente louco, senhores. Por isso, apaixonante.
E o injusto destino? Somos o clube que mais cedeu jogadores para a seleção brasileira. E o que tem o maior número de jogadores campeões mundiais envergando  a camisa do Brasil. E o que ganhamos com isso? Inveja e desprezo de nossos adversários. Fora os títulos que deixamos de conquistar por estarmos desfalcados de nosso principais jogadores. Em Copas e nas longas excursões que a seleção fazia à época. Sem contar os vários que nos roubaram. Injusto destino. Que nos importa?  Somos, nós, o Botafogo. Entre tragédia e glória, vivemos.
O Botafogo não é para os óbvios. É complicado demais para as multidões ignaras. Por isso fomos escolhidos. Pela indescritível, apaixonante, sofrida e inexoravelmente louca aventura de ser Botafogo. O eternamente…Glorioso!

P.S. Hoje (8/12/2015) completa-se 73 anos da fusão entre o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo de Futebol, que deu origem ao atual Botafogo de Futebol e Regatas

Algumas humilhações que o Botafogo impôs ao Flamengo

O Botafogo e suas loucuras

O jogo do urubu sentado:

Em 1944 o Botafogo venceu o Invencível Mengão por 5 x 2. No quinto gol do Glorioso a bola entrou mais de 10 metros e o juiz, que era honesto, validou nosso gol. Os jogadores do urubu, inconformados com a sova que levavam, alegaram que a bola não havia entrado e resolveram fazer manha. Sentaram-se no gramado e recusaram-se a continuar levando o justo corretivo que o Fogão lhes dava. Depois de muita pirraça, abandonaram o gramado.

O dia que os urubus deram a volta olímpica de ré:

Em 1968, na penúltima rodada da Taça Guanabara (que, à época, era um campeonato independente do Carioca), os urubus derrotaram o Fluminense e comemoram efusivamente a conquista do título, dando inclusive volta olímpica no Maracanã…Mas faltava-lhes jogar contra o glorioso Bonsucesso na quarta-feira seguinte para sacramentar o título. Perderam por 2 x 0 e foram obrigados a fazer um jogo-extra com o Botafogo. Levaram um sonoro 4 x 1 no meio dos bicos. Após o término do jogo, Gérson, capitão do Botafogo, exigiu que devolvessem a volta olímpica…. E saíram, os urubus, a dar nova volta, desta feita de ré. Para delírio da torcida Alvinegra, que ria à desbragada da patética cena da urubuzada devolvendo a volta olímpica antecipada que haviam dado.

O presente de aniversário dos urubus:

Em 15 de novembro de 1972 o Botafogo deu o maior presente de aniversário de toda a história do futebol: jogamos com os urubus na data do aniversário do pacífico e simpático clube. Demos 6 gols de presente a eles. Um 6 a 0 histórico! O maior 6 a 0 de todos os tempos!

Um de nossos gols, foi marcado marcado por Jairzinho de letra, para dar um pouco de educação à turba da ignara “NaSSão”. Eu estava no Maracanã, e foi tão sublime o gol do Jair que ao olhar para cima vi a estátua do Cristo aplaudindo efusivamente a obra-prima de nosso Furacão.

Têm muitas outras, mas depois conto…