Lula vai depor na PF e dizer que não conhece seu filho

Crônica sobre minha juventude

 

Percu us amigus mas num percu a piada

A Polícia Federal vai intimar Lula para depor sobre os negócios de seu filho, Luís Cláudio Lula Silva.
Evidentemente que o nosso Lulinha vai dizer que não conhece o Luís Cláudio e sequer imaginava que este cidadão é seu filho…

A notícia da convocação do Lula Pela PF está na Folha de São Paulo

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Angustiado

Alguns pensamentos do Barão

Ando angustiado. Meu filho está em Macau. Foi pouco antes dos atentados em Paris. Volta amanhã.

É uma longa viagem, mesmo de avião, e com escalas antes de chegar ao Brasil.

Medo de um desses malucos que andam soltos pelo mundo… Não gosto nem de pensar na hipótese, mas é meio que inevitável. E não posso fazer rigorosamente nada. Só controlar minha angústia e esperar que corra tudo bem.

Esse é o mundo que construímos… Tudo em nome de deuses que, pelo visto, adoram sangue inocente, afinal seus seguidores matam-se e matam inocentes em nome deles há milênios. E eles não estão nem aí para a matança. Amém.

 

Mãe

Há algum tempo venho acompanhando uma mãe e seu filho. Todos os dias lá vem ela, mãos dadas ao rapaz, talvez 20 anos, que é portador de síndrome de Down. Acordo cedo e desço para ver os jornais e conversar fiado na porta do boteco da esquina. Não demora muito e a cena se repete: lá vem a mãe, uma mulher esguia, uns 45 anos, cabelos lisos e negros, com seu filho, em sua rotina diária. O rapaz estuda numa escola para portadores de necessidades especiais na rua em que moro.

Na esquina eles param e ficam, todos os dias, conversando por cerca de 10 minutos. Não há, nesse tempo, um momento sequer que ela deixe de fazer um carinho no filho. Alisa suavemente seu rosto, abraça-o, riem, continuam a conversa, agora de mãos dadas. Fico ali, olhando os dois e todos os dias me emociono com aquela mãe. 

Hoje, ao despedir-se do filho, estava eu de pé e ela, ao virar-se para sair, notou que eu olhava a cena. Fitou-me com seus grandes olhos negros e se foi. Fiquei ali, estático, pensando no olhar daquela mulher.

Não havia no olhar daquela mãe nenhum resquício de amargura, ódio, ressentimento, tristeza; ao contrário: havia altivez, ali; não a altivez do orgulho e da prepotência, não; havia a altivez do amor, da ternura, do afeto; enfim do dever cumprido, não por obrigação, mas por grandeza. Sim, havia cansaço naqueles olhos, mas daquele cansaço que castiga o corpo e alivia a alma. O cansaço do prazer de amar por inteiro aquele filho; cansaço que não cansa, pois se torna nada diante do seu amor infinito.

Estou aqui escrevendo, mas a vontade que tenho é de dar um forte abraço naquele mãe e dizer: “Obrigado, mãe, nós, pobres homens, te invejamos por tanto amor…”

Zatonio Lahud- Fevereiro de 2010