Não acredito em coisas que precisam ser “interpretadas”

Ando aturdido. Insanidades. Sempre existiram. Mas hoje tomamos conhecimento delas em tempo real. Fico desencanto. Em meu canto.

Sem esperança. Dizem que quem espera sempre alcança… O quê? Digam-me? O que a espera nos faz alcançar? Cansaço, pode ser. Desespero. Morte.. De bala perdida. Afogado em lama de uma represa que arrebenta pela inércia dos gananciosos de sempre. Estatais e privados. Morrer, explodido por um fundamentalista religioso qualquer. Em nome de um deus qualquer. Que diabo de Deus é o dessa gente?

O meu ninguém mata em seu nome. Nem preciso ficar justificando que não é bem assim… A interpretação deles é que é errada. Ora, não acredito em coisas que precisam ser “interpretadas”. Religiões. Ideologias. Profetas. Políticos populistas. Padres. Rabinos. Pastores. Grandes “interpretes”. De grandes mentiras. Que matam… por séculos e séculos. Amém.

 

 

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Voltamos à barbárie

O mundo está louco, o mundo e todo mundo.
Voltamos à barbárie…
À violência estúpida da desesperança.
Dos néscios fanáticos que fazem do fanatismo religioso e ideológico, refúgios de sua obtusidade mental.
E estamos mais próximos que nunca em nossa desunião. A internet aproxima a barbárie e a inocula como vírus letal em mentes dementes, que querem certezas para viver. E as encontram na mentira do fanatismo, do ódio ao diferente, mormente se este for mais inteligente.

A “igualdade” da estupidez, da ignorância, da burrice, grassa por toda parte.
Onde estão os “iluministas”? Onde estás Denis Diderot? Por onde andas d’Alembert? E tu, Rousseau? Voltaire, precisamos de ti mais que nunca… volta!
A razão… A razão perdeu a razão. Foi violentada pela estupidez.

A Razão Perdeu a Razão

A razão perdeu a razão

A Razão Perdeu a Razão

Canto o desencanto

De sonhos perdidos

Nas desvãos do mundo
Tudo soçobrou em sangue e cinismo
Morreu o Iluminismo
Sob as patas das modernas bestas do apocalipse
A ignorância impera nos púlpitos dos que não têm argumento
Insanos em sua bestificante santidade de ignara solidez
Das tribunas eletrônicas vomitam santas asneiras
Arrebanham milhões de fieis
Submetem o Estado a seus vitupérios radicais
Pregam a revolução do retrocesso
A sombra da Inquisição permeia seus discursos
E nos calamos…
Como nos calamos por Thomás de Torquemada
Como nos calamos por Stálin
Como nos calamos por Hitler
Como nos calamos sempre

Até que seja tarde demais

Depois… Ah!… o depois…
Memoriais para os assassinados
Poemas épicos in memoriam para os torturados
Tudo para aplacar nosso insensata covardia
Que badalem os sinos
Pela insanidade que se avizinha
A razão perdeu a razão…
Zatonio Lahud
(15/07/2012)