Pensamento fedido do Barão

Pensamento fedido do Barão

A situação é a seguinte no Brasil atual: se a gente pisa à esquerda, atola o pé na merda; se pisa à direita, atola na bosta…

E ainda  tem gente que se mata para escolher se quer pisar na bosta ou na merda… Saco.

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Brasil inventa governo de esquerda à direita

 

Nós, brasileiros, somos mesmo foda!
Inventamos o governo de esquerda à direita.
O ministro da Fazenda do governo dito de esquerda é empregado do 2º maior banco privado do país, o Bradesco. Isso porque o presidente do banco não quis o cargo e designou seu subalterno, Joaquim Levy, para ser o ministro.
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, a mais nova amiga de infância de Tia Dilma Sapiens, é a principal representante do agronegócio no país- e, se bobear, está à direita da revista Veja.
O principal líder desse governo dito de esquerda, Lula,  andou viajando o mundo dando “palestras” regiamente pagas por grandes empreiteiros- que estão todos em cana por terem roubado bilhões dos cofres públicos. Alguém consegue imaginar o José Mujica, ex-presidente do Uruguai, viajando em aviões de empreiteiras e dando palestras pagas por elas?
Isso é como o velho ditado que diz que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem de parecer honesta.
Mas eu também não sei de nada, não vi nada, tô por fora… Sou apenas um burrinho sapiens que vai ser taxado de reacionário pelos revolucionários do governo de esquerda à direita da Veja.
O resultado dessa mixórdia, que mistura discurso de esquerda, ações de direita e populismo barato (caro, em verdade) deu nessa zona que estamos vendo hoje. É a volta do Samba do Crioulo Doido, criação do genial Stanislaw Ponte, que hoje teria de ser rebatizado com o pomposo nome de “Samba do Cidadão Afrodescendente com Problemas Mentais”.

É o Estado, estúpido!

Tudo que está acontecendo hoje no Brasil, à direita e à esquerda, foi antecipado nas manifestações de junho de 2013.
De maneiras difusas e aparentemente contrárias, o que se quer é o mesmo: um Estado mais eficiente para cumprir suas obrigações constitucionais de prestar serviços públicos decentes ao povo e acabar com privilégios e mordomias de uma casta burocrática que vive de sugar e roubar o país.
O resto é Armazém de Secos & Molhados, como bem dizia Millôr Fernandes.

Como diria aquele assessor do ex-presidente norte-americano que amava um boquete, o Bill Clinton: É o Estado, estúpido!

Mas poderia ser dito assim também: É o Estado estúpido!

 

PS: O assessor do Clinton disse “é a economia, estúpido!, eu é que troquei ‘economia’ por ‘estado’.

Pobre Brasil

Brasil corrupto

Pobre Brasil

Depois de séculos de patrimonialismo e nepotismo conservador; temos hoje a versão progressista das mesmas pragas que assolam o Estado brasileiro por todos os séculos… Amém.

E tome esmolas do que sobra do butim para continuarem enganando o povo por mais alguns séculos…