Aquecimento global congela os EUA, a Rússia e o futebol do time do Botafogo

Esse tal aquecimento global é mesmo foda!

Agora tá congelando os Estados Unidos e a Rússia. Será o retorno da Guerra Fria entre as duas grandes nações?

Aqui em Brasília o aquecimento global também tá atuando com força: chove e faz um friozinho gostoso todo santo e ateu dia desde o primeiro dia do ano.

Ah, e o danado ainda congelou o futebol do time do Botafogo, que começou 2016 cometendo uma de suas tradicionais “botafogadas” e foi derrotado pela poderosa Desportiva Ferroviária de Vitória (ES).

Pelo jeito vai ser um longo e sofrido 2016. Saco.

 

 

Anúncios

Sou tão Botafogo que em jogo de futebol americano torço para os árbitros

Sou tão Botafogo que em jogo de futebol americano torço para os árbitros

 

 

Este lindo, gostoso, genial e humildoso Barão de General Severiano é tão Botafogo que não pode ver jogo de futebol americano.

Até gosto do esporte, mas como os árbitros das partidas usam camisas idênticas às do Glorioso (como podem ver na foto), acabo torcendo desesperadamente por eles!

O Botafogo não é para os óbvios, para os que seguem manadas.

E maluco é sua vó!

Um conselho de Churchill aos economistas e comentaristas esportivos brasileiros

Uma frase de Churchill que serve como uma luva para os economistas brasileiros

 

De Winston Churchill para os economistas brasileiros:

A arte da previsão consiste em antecipar o que acontecerá e depois explicar o porque não aconteceu.

Winston Leonard Spencer-Churchill (1874-1965) foi um político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro britânico por duas vezes.

Economistas brasileiros erram mais que astrólogos e adivinhos. E chutam pior que os atacantes do meu Botafogo.

Aliás, tão ruins quanto os economistas são nossos comentaristas esportivos, que por terem personalidades fortes, mudam de opinião, no mínimo, umas 50 vezes em cada jogo que chutam… quer dizer, comentam.

Para não melindrar os “Çabios” econômicos e esportivos, excetue-se as raríssimas exceções de sempre.

Para não naufragar em 2016 Botafogo quer contratar Barcos

Uma ironia com a tentativa do Botafogo de contratar Hernán Barcos

Saiu a notícia que o Botafogo anda sondando o argentino Hernán Bracos, atacante argentino que jogou por Palmeiras e Grêmio. O apelido do Barcos é Pirata.

Aos fatos: na penúria que o Botafogo anda, o único Barcos que podemos contratar atualmente são os da foto que ilustra este post.

De resto, pirata lembra perna de pau. Coisa que não falta lá pelas sofridas bandas de General Severiano- antigamente um celeiro de craques, hoje um depósito de cabeças de bagre. Tá, salva-se o Jefferson, para não dizerem que sou rabugento.

Com o Botafogo sou rabugento mesmo, pois sigo ao pé da letra o verso de nosso hino que diz “tu és o Glorioso/ Não podes perder/ Perder pra ninguém”.

Barcos… Hunf!

 

A notícia está no Globo Esporte- Pirata alvinegro: Botafogo faz consulta e estuda proposta por Hernán Barcos

 

“Cê para de sacanear o Mengão no Fuçabook que vou te meter a mão na fuça!

Meu amigo Totó defendendo seuMengão

 

Totó, depois de um tempo sumido, me ligou lá de São José do Calçado ( ES ). Tá muito bravo meu querido amigo de infância.

– Toinha, seu viadão gay burrinho!- grita ele ao telefone com sua voz grave e fina.
– O que foi Aristides? Por que essa gritaria?
– Eu falo na altura que quiser, a boca é minha, o telefone é meu e você não manda em mim! E vê se cala essa bocarra e “ouva” o que vou dizer…
– Tá bom, diz…
– A Dolores, o Orlando Gostoso, o Caçapa, o Pereira e o Baco me disseram que “ocê” vive sacaneando o nosso Mengão lá no seu Fuçabook! Acho bom parar de bobiça pra cima do Mengão que te meto a mão na fuça!
– Aristides, não é Fuçabook, é Facebook e…
– E é seu rabo! Eu sei o nome, mas  Facebook é para quem tem vergonha na face, na cara , no rosto… Coisa que você não tem, tem é uma fuça botafoguista muita da safada! Aliás, Calçado é um antro de botafoguistas safados! “Ocê, o Jilozinho, o Pedro Mello, o Carioca, o Ronaldo Oreiudo, o Ferrugem, o Maurim Pirracento, o Fabim, o Juquita, o  Pinguim… Um bando de cachaceiros sem-vergonha nenhuma no meio das fuças! É fuça!…, entendeu, seu viadão gay burrinho?! Blogueirinho de merda! E tenho dito! Fui… Safado!
E, como sempre, desligou o telefone na minha cara. Eu mereço…

O palestino que era louco pelo Botafogo mas não podia usar a camisa do clube

Coisas que só acontecem ao Botafogo

Eh amigo, meu pai era palestino, odiava estrela e foi doente pelo Botafogo, engraçado q ele era doente mais não podia vestir a camisa por causa da estrela. ( Emílio Chaffar Hammury)

O pai do Emílio chegou ao Brasil no início da década de sessenta do século passado e apaixonou-se pelo Glorioso, mas não vestia a camisa alvinegra por conta de nossa belíssima estrela solitária. Motivo: a estrela de Davi inserida na bandeira de Israel, o grande inimigo dos palestinos.

Mas a paixão pelo Botafogo, apesar da estrela, seguiu incólume no coração do palestino alvinegro e foi transmitida ao filho, o Emílio, que foi quem me contou a saga de seu pai. A aparentemente insanável contradição só vem corroborar o dito popular que afirma que certas coisas  só acontecem ao Botafogo.

Ter um ditado só seu na boca do povo, também demonstra que existem coisas que só acontecem ao Glorioso, que não é acessível aos óbvios, aos que seguem bandos ou manadas.

O dia em que o “Otaogo” fez o Ferrugem chorar lágrimas amarelas e espumantes

 

Em 1989 vieram de São José do Calçado ( ES ), minha terra natal, cerca de dez amigos botafoguenses para assistir à final do Campeonato Carioca em que vencemos o Flamengo e interrompemos o jejum de infinitos 21 anos de sofrimento, período em que ficamos sem ganhar um mísero título. À época eu morava em Niterói, meus pais eram vivos, e a horda de pinguços ficou  hospedada lá em casa.
Dentre estes amigos veio o Ferrugem, o mais velho da tropa e chefe da torcida organizada (?) do Glorioso lá em Calçado- a  Fogo de Fogo. Ferrugem, naquele tempo, cultivava com carinho e denodo, uma barriga com o diâmetro exato de um barril de chope ( daqueles de 60 litros ). Detalhe: nosso herói  tem a língua “plesa” e não pronuncia as letras B e F. Bêbado então…
Quando termina a partida, todos comemorando a conquista do sonhado título, a torcida alvinegra começa a cantar o hino do clube. Ao meu lado o emocionado Ferrugem, ajoelhado e com sua virtuosa pança tocando o cimento da arquibancada, chorava copiosamente- lágrimas amarelas e espumantes, creio que provocadas pelo excesso de cerveja-, e cantava a plenos pulmões: Otaogo/ Otaogo/ Campeão desde 1907/ Foste herói em cada jogo/ Otaogo…
Olhei a hilária cena e abracei meu amigo que, muito feliz, passou a entoar o canto de guerra da torcida botafoguense: Ogooooooooooooooo! Ogooooooooooooooooooooooooooooo!
Foi uma longa e feliz noite. Acho que a mais feliz de nossa vidas.

Jogadores do Flamengo fazem exames em cadeiras de boteco, mas Flapress só fala mal do Botafogo

Jogadores do Flamengo fazem exames médicos sentados em cadeiras de botequim

Quando da reapresentação do Botafogo, a turma da Flapress, comandada pela Rede Globo, criou o maior tumulto afirmando que os exames odontológicos dos jogadores alvinegros estavam sendo realizados em cadeiras de praia. Mas eram cadeiras confortáveis e modernas, só usadas em balneários famosos como os  da Riviera Francesa, por exemplo. Pura inveja da Flapress!

Nossa vingança, no entanto, não tardou, veio e  rápido! Na foto deste post, divulgada pelo blogueiro alvinegro Zé Fogareiro, os jogadores da “NaSSão”, ao que parece estão fazendo exames médicos em um botequim, daqueles bem pés sujos ou cospe grosso, como diz a linguagem popular. Reparem na mesa e nas cadeiras da foto. Bem a cara deles!

Aliás, até o “dotô” tem cara de pinguço!

Sobre o boteco de quinta da Gávea a Flapress e a Globo não dizem rigorosamente nada. Nem uma linha foi escrita ou alguma foto publicada.

Mas eu sei o motivo da perseguição da Rede Globo ao Botafogo: Roberto Marinho, o criador da Rede Globo, com o beneplácito da ditadura militar, a qual ele apoiava incondicionalmente, diga-se de passagem, era fervoroso torcedor do Invencível Mengão e passou esse seu “defeito genético” para seus três filhos.

Ora, os três herdeiros (Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho), que atualmente comandam a Globo, passaram suas infâncias vendo seu simpático e ordeiro clube sendo humilhado e levando surras homéricas do Glorioso. Numa delas, inclusive, na decisão da Taça Guanabara de 1968, após levaram um humilhante 4 a 1 no meio dos bicos, a urubuzada teve de devolver a volta olímpica antecipada que haviam dado no jogo anterior ( O dia em que o Botafogo fez o Flamengo dar volta olímpica de marcha à ré).

Eis, pois, o principal motivo do ódio da Rede Globo ao Botafogo: trauma de infância!

Ah, os urubus ladram, mas o Glorioso passa…

Infância feliz

Uma infância feliz a minha
Sim. Acordei com saudade. Saudade de minha infância alegre e despreocupada nas ladeiras de Calçado. Saudade de amigos queridos que se foram a procurar seus caminhos pelas estradas do mundo. Saudade dos banhos de rio no Poço do Chicão- amigo véio. Saudade das tardes felizes passadas no Bar do Crissaf- como era divertido seus xingamentos exacerbados à nossa turma, fregueses e um pouco filhos dele, e ao Botafogo em defesa de seu amado – fazer o quê?!- Flamengo. Saudade dos bailes no Montanha Clube- onde os amigos se juntavam numa grande e barulhenta família. Saudade de sair de madrugada, gaiola na mão, para pegar coleirinho com o Rogério e o Cachola. Saudade do Botafoguinho (eu, Rogério, Homerinho, Cabo Nilo, Cachola, no gol: o Paulim do Bianor ou o Bastião do Carioca- doce figura e nosso técnico) que disputou “clássicos’” inesquecíveis com o time do Tino, no campinho atrás da igreja. Saudade do biscoito de polvilho da dona Dulce. Saudade dos clássicos entre Americano e Motorista- a maior rivalidade do mundo. Saudade das divertidas mentiras do Lineu- um personagem ímpar do folclore de São José do Calçado. Saudade do Cabiúna, soltando a voz depois de tomar muitas achando ser o verdadeiro NélsonGonçalves, pobre Nélson. No rádio Milton Nascimento começa a cantar, exatamente agora, quando estou escrevendo: “Há um menino/ há um moleque/ cada vez que a tristeza me alcança/ ele vem e me dá a mão…
E eu não consigo mais escrever.… Eu sou esse menino… Esse moleque… Essa saudade…Essa tristeza…