O palestino que era louco pelo Botafogo mas não podia usar a camisa do clube

Coisas que só acontecem ao Botafogo

Eh amigo, meu pai era palestino, odiava estrela e foi doente pelo Botafogo, engraçado q ele era doente mais não podia vestir a camisa por causa da estrela. ( Emílio Chaffar Hammury)

O pai do Emílio chegou ao Brasil no início da década de sessenta do século passado e apaixonou-se pelo Glorioso, mas não vestia a camisa alvinegra por conta de nossa belíssima estrela solitária. Motivo: a estrela de Davi inserida na bandeira de Israel, o grande inimigo dos palestinos.

Mas a paixão pelo Botafogo, apesar da estrela, seguiu incólume no coração do palestino alvinegro e foi transmitida ao filho, o Emílio, que foi quem me contou a saga de seu pai. A aparentemente insanável contradição só vem corroborar o dito popular que afirma que certas coisas  só acontecem ao Botafogo.

Ter um ditado só seu na boca do povo, também demonstra que existem coisas que só acontecem ao Glorioso, que não é acessível aos óbvios, aos que seguem bandos ou manadas.

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Paixão ardente

quero aconchegar-me 

bem de mansinho
em teu colo quente
feito criança carente
e adormecer placidamente
ao ninar de teus cafunés dolentes

e quando acordar
serei paixão ardente
ávido de teu corpo
e ferverei em ti
que entregará-se docilmente
ao furor de nosso desejo

beijará meu corpo suado
sentirás minha língua
mordiscando tua orelha
[ sussurros obscenos ]
tuas unhas cravadas em meu ombro
o corpo trêmulo do gozo que vem…

 

O Botafogo nunca permitiu que a criança morresse no coração no homem

Nove de junho de 1968. O garoto de 12 anos, recém-chegado do interior, adentra o Maracanã pela primeira vez. Fica sem fala com a imensidão do estádio e os cantos da torcida. Botafogo x Vasco, decisão do Campeonato Carioca. Mais de 150 mil pessoas fazem uma festa inimaginável para o menino tímido de São José do Calçado ( ES ). Uma imagem que jamais saiu de sua memória.
Depois, a tensão. O roer das unhas. A paixão pelo Botafogo. Golllll…. Roberto. O garoto vibra. Agita a pequena bandeira do Botafogo. Feliz. Muito feliz. O seu primeiro gol no Maracanã. Depois, Rogério: 2 x 0. Termina o primeiro-tempo. Cachorro-quente ( Geneal ), Mate Leão e Chicabon.
Começa o segundo tempo. O Botafogo domina. A torcida canta. Jairzinho: 3 x 0. Fatura liquidada. Olé… Olé… Olé… Gritava o menino. Gérson comandava o espetáculo. E, como maestro, encerrou o show: 4 x 0.
É campeão! É campeão! É campeão! Umas lágrimas escorrem pelo rosto do menino. Felizes.
Mal sabia o menino, ao descer a rampa do Maracanã comemorando seu primeiro título, o que a vida lhe reservara. O Botafogo. O Glorioso. A Selefogo… Acabou-se. Foram 21 anos de sofrimento. Nada havia restado. Nem mesmo a sede e o estádio do clube.
Nada, não. Havia sobrado uma camisa, uma história, uma estrela… e a paixão. Infinita. O “holocausto” Alvinegro teve fim em outro mês de junho, um inesquecível dia 21. E lá estava o menino. Agora aos 33 anos. Pai de um filho. A mesma meninice. A mesma emoção ao comemorar seu segundo título. A paixão, intocada.
O Botafogo nunca permitiu que a criança morresse no coração do homem. E, mais por isso que por qualquer outra coisa, o Botafogo é fundamental.
Eterna paixão no coração do menino que ainda resta em mim. Botafogo.

Zatonio Lahud

Ter uma namorada

O melhor de ter uma namorada
É aquele beijo gostoso
Quando o coração está triste
É colo quente
Quando estamos carentes
São corpos incandescentes
No sexo ardente
É a saudade que machuca
Quando a amada está ausente
É a verdadeira eternidade
Ter uma linda namorada
Para dormir docemente
Recostada no ombro da gente.