A Razão Perdeu a Razão

Canto o desencanto

De sonhos perdidos

Nas desvãos do mundo
Tudo soçobrou em sangue e cinismo
Morreu o Iluminismo
Sob as patas das modernas bestas do apocalipse
A ignorância impera nos púlpitos dos que não têm argumento
Insanos em sua bestificante santidade de ignara solidez
Das tribunas eletrônicas vomitam santas asneiras
Arrebanham milhões de fieis
Submetem o Estado a seus vitupérios radicais
Pregam a revolução do retrocesso
A sombra da Inquisição permeia seus discursos
E nos calamos…
Como nos calamos por Thomás de Torquemada
Como nos calamos por Stálin
Como nos calamos por Hitler
Como nos calamos sempre

Até que seja tarde demais

Depois… Ah!… o depois…
Memoriais para os assassinados
Poemas épicos in memoriam para os torturados
Tudo para aplacar nosso insensata covardia
Que badalem os sinos
Pela insanidade que se avizinha
A razão perdeu a razão…
Zatonio Lahud
(15/07/2012)
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2 comentários sobre “A Razão Perdeu a Razão

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