A compulsão. Quando ela vinha… Álcool, cigarro, sexo. Três, quatro dias. Depois o inferno. Ressaca física, mental, espiritual. Vergonha. Arrependimento. Dor d’alma. Infinita solidão.

As juras: “Nunca mais bebo!” “Vou mudar minha vida…”

A autopiedade: “Ninguém me entende nesse mundo. Sou uma boa pessoa, mas incompreendida.”

O egocentrismo: “Sou mais inteligente que todo mundo, eles têm é inveja de mim, que aproveito a vida do jeito que quero!”  “Que se danem esses idiotas que não sabem viver… Vou sair, beber uma, arrumar uma gostosa e curtir minha vida. A vida é minha, bebo com meu dinheiro e não tenho de dar satisfação dela a ninguém!”

Alguns anos depois, em uma sala simples, cercado por olhares atentos, carinhosos e solidários de homens e mulheres que conheceram o inferno…

“Meu nome é Zé, sou um alcoólico em recuperação e só por hoje não bebi e não tive vontade beber!”

E lá se vão 21 anos de reconstrução do que havia sobrado de um farrapo humano. Só por hoje, sempre.

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